O governo da província de Nampula carece de 70 milhões de meticais para repor a transitabilidade nas pontes destruídas pela depressão tropical Ana que se abateu sobre a região na semana passada.
Trata-se de montar três pontes metálicas e construir uma de betão, com vista a restabelecer a transitabilidade nos troços Liúpo-cidade de Nampula, Memba-Nacala-a-Velha e Larde-Nampula, derrubadas devido às chuvas intensas e ventos fortes, registados na passagem da “Ana”.
As pontes, com uma extensão de 15 metros, já foram mobilizadas a partir de Caia, na província de Sofala, segundo o director dos Serviços Provinciais de Infra-Estruturas de Nampula, Gil de Carvalho, que falava na sessão de balanço da visita de três dias, efectuada pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, aos distritos de Liúpo e Larde, em Nampula.
O valor em causa será investido também para reparar toda a rede viária que se encontra em péssimas condições de transitabilidade. A visita do primeiro-ministro visava avaliar os efeitos causados pela depressão tropical Ana.
O governante considerou que a situação, nas zonas afectadas, não foi tão grave a avaliar pelos avisos meteorológicos previamente divulgados. Apontou que da discussão feita na sessão extraordinária, tudo indica que a partir desta semana, haverá soluções alternativas de transitabilidade rodoviária, com base em desvios.
O primeiro-ministro fez saber que o segundo desafio está relacionado com a sensibilização das pessoas para se retirarem das zonas baixas, consideradas de risco de ocorrência de inundações e cheias, para se fixarem em zonas altas e seguras e com infra-estruturas sociais básicas como hospital, centro de saúde e sistema de abastecimento de água assegurados, tendo em conta a necessidade de resiliência.
“Infelizmente tivemos mortes, em número de três, em Nampula, mas gostaríamos que não tivéssemos nenhuma, porque o nosso objectivo principal é salvar vidas”, disse Do Rosário.
Dados partilhados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) na sessão extraordinária, indicam que o número de pessoas afectadas pela passagem da depressão tropical Ana passou dos anteriores 24 mil, para 26 096 pessoas, com registo de três óbitos em Nampula.
























































