Um novo estudo revela que, em 2050, um terço dos voos será alimentado com hidrogénio verde. O sector da aviação é um dos mais preocupantes relativamente às emissões de dióxido de carbono. Por essa razão, têm surgido sugestões de alternativas que possam apaziguar este problema e promover uma diminuição do impacto ambiental das viagens aéreas.
Embora as baterias ainda não sejam uma opção viável, por sua vez, o hidrogénio parece ser uma das melhores alternativas em cima da mesa. Aliás, de acordo com o International Council on Clean Transportation (ICCT), um terço dos voos, em 2050, será operado com hidrogénio verde.
O ICCT revela que, em 2035, o hidrogénio verde poderá ser o principal combustível para viagens de até 3 400 quilómetros. este valor corresponde a 31%-38% de todos as viagens.
O principal desafiado a ser enfrentado relativamente ao hidrogénio verde é o custo que lhe está associado.
“Seria necessário fixar o preço do carbono para tornar o hidrogénio verde competitivo em termos de custos, com um ponto de equilíbrio em relação ao combustível fóssil equivalente em 2050 entre $102 e $277/tonelada de CO2”, aponta o estudo.
Além do custo, esta alternativa enfrentará concorrência – desde combustíveis de aviação sustentável, até combustíveis sintéticos. De acordo com o ICCT, estas poderão representar “uma melhor opção de custo do que o hidrogénio para voos de médio e sobretudo de longo curso”.
Apesar de haver, na indústria da aviação, quem apoie a adoção do hidrogénio verde, como a Airbus, existe também quem ainda esteja céptico relativamente à sua implementação em massa, como a Boeing. Esta considera que, embora seja uma boa alternativa como combustível, “requer grandes sistemas de arrefecimento e grandes sistemas de armazenamento”.























































