A Nova cimeira África-França decorreu esta sexta-feira, 8 de Outubro, no espaço Arena Montpellier. Um formato inédito que junta centenas de jovens da sociedade civil africana convidados pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.
“Os jovens podem construir um novo caminho assente numa relação equilibrada”, acredita João José Silva Monteiro, mais conhecido por Huco Monteiro, académico guineense que participa na cimeira.
Contudo, João Monteiro, lembra que há “aspectos enviesados”. O diálogo está agora lançado resta saber que compromissos vão sair deste encontro. Tudo depende das conclusões e do engajamento que uns e outros vão ter de tomar no fim desta reunião”, concluiu.
A participar também na cimeira está Helena Moscoso co-responsável de Simili, uma empresa de transformação e reciclagem em São Vicente, em Cabo Verde. “Trabalhamos com a comunidade de salamansa, uma comunidade piscatória em São Vicente e com as mulheres, especificamente. Através de formações ensinamos a trabalharem a costura e tecelagem”, explica Helena Moscoso, acrescentando que neste momento trabalham “redes que dão à costa nas praias de São Vicente e transformamos em tecidos”.
A convite do embaixador da França em Luanda, o empresário angolano Sarissari Dinis participou na cimeira África-França para procurar parcerias não só com a França, mas sobretudo com países africanos. “Estamos aqui para conhecer novos parceiros e oportunidades de negócio, mas também para conhecermos membros de outros países africanos. Quando vamos sempre férias para a Europa, América ou Dubai e tem sido interessante conhecer pessoas dos Camarões, da Nigéria ou da Etiópia com outros tipos de negócios. São parcerias possíveis sem ter que atravessar o Atlântico ou apanhar voos para fazer negócio”, explica.
“Estamos aqui para partilhar informação e o nos projecto que desenvolvemos em Moçambique com a Be Girl que é uma empresa que trabalha num espaço muito complexo”, apresenta a empreendedora social colombiana Diana Sierra que vive em Moçambique.
Falar de menstruação continua a ser “totalmente tabu”, explica a empreendedora. Embora seja “uma coisa normal na biologia do corpo das mulheres é um tema muita estigmatizado porque tem que ver com sangue, com o corpo, com a feminidade e autonomia”, acrescenta.
Para Diana Sierra é muito importante a empresa Be Girl apresentar-se em Montpellier para o seu desenvolvimento. “Quando se fazem investimentos, e ainda mais numa área tão difícil e complexa como é a nossa, é importante a mudança para que as mulheres, meninas vivam de forma confortável com o seu corpo e possam tomar decisões para se sentirem orgulhosas em ser quem são”, conclui.
O presidente francês participou ao longo do dia num diálogo aberto com a jovem sociedade civil africana e anunciou um fundo de inovação para a democracia no valor de 30 milhões de euros para apoiar a sociedade civil africana.



























































