Os Estados Unidos retomam o apoio a Moçambique, no âmbito do programa Millennium Challenge Corporation, após 17 meses de suspensão.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, a imprensa, por uma delegação daquela organização do governo americano, após um encontro com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.
O Director do Millennium Challenge Corporation para Moçambique, Kenneth Miller, explicou que os sectores privados do ramo da agricultura e transportes rurais são prioritários.
Nesta fase, arrancam os trabalhos para a identificação do pacote de projectos pronto para serem implementados até 2023, conforme avançou o Coordenador do MCC em Moçambique, Higino de Marrule.
Na ocasião, Miller garantiu que o compromisso que o MCC tem com Moçambique é forte, daí que a sua equipa está a trabalhar, conjuntamente, com o Executivo moçambicano para concretizar um investimento que terá um grande impacto na redução da pobreza, através do crescimento económico.
“O MCC, como uma instituição, tem várias prioridades e vamos ver como alavancar e incentivar o investimento privado. Nós sabemos que o investimento privado tem muito impacto na criação do emprego, contribuindo dessa forma para a mitigação da pobreza”, disse James Miller.
Reconhecendo que ainda não foi definido o plano específico, a fonte acrescentou ser importante assegurar que os investimentos conjuntos previstos possam atingir a base da pobreza em Moçambique.
Por seu turno, o Embaixador norte-americano em Maputo, Peter Vrooman, defendeu que o MCC é um instrumento muito poderoso e efectivo para o fortalecimento das relações bilaterais com Moçambique.
A ideia, segundo o diplomata norte-americano, é proporcionar recursos para o projecto que o Governo moçambicano determina, que é importante no processo de desenvolvimento económico e vai beneficiar a população.
Já o coordenador nacional para a implementação do projecto MCC, Higino de Marule, afirmou que a sua equipa de trabalho está a fazer tudo, de modo a encurtar o período definido para a conclusão da elaboração dos projectos prioritários para o financiamento que neste momento vai até 2023.
“O ano de 2023 é,em termos normais, o período normal definido no calendário, mas nós estamos a trabalhar para a redução do tempo. Não queremos chegar até 2023, queremos entregar um pacote de projectos que vai constituir o compacto II e que vai ser assinado entre as duas partes”, sustentou.
Higino de Marule realçou ainda que embora não se tenha definido o pacote, que normalmente tem sido entre 250 e 400 milhões, Moçambique está a trabalhar no sentido de garantir um financiamento na ordem de 500 milhões de dólares.


























































