O director do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu esta quinta-feira que é preciso “resolver o mais rapidamente possível” a violência no norte de Moçambique, alertando que o conflito influencia a evolução da economia do país.
“O que passa em Cabo Delgado, em Palma, é mesmo horrível, ainda mais porque esta insurgência latente foi identificada como uma ameaça há vários anos”, disse Abebe Aemro Selassie, esta quinta-feira na conferência de imprensa de apresentação do relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais: África subsaariana em Washington.
“A não ser que se lide com isto de forma apropriada, o conflito vai ter uma influência importante na evolução da economia e na produção de gás, da qual o país quer depender doravante, é preciso que isto seja resolvido o mais rapidamente possível”, avisou o director do departamento africano do Fundo.
O FMI prevê que Moçambique recupere da recessão de 0,5% registada no ano passado e cresça 2,1% este ano e 4,7% em 2022.
A violência armada em Cabo Delgado dura há três anos e meio, mas ganhou uma nova escalada a 24 de Março quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multimilionários projectos de gás natural.
A incursão provocou dezenas de mortos e obrigou à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que já fez mais de 2 500 mortos, segundo contas feitas pela Lusa, e atinge cerca de 700 mil pessoas deslocadas desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.


























































