Durante o primeiro semestre de 2020, as operações de açúcar de Tongaat Hulett em Moçambique, África do Sul, Zimbabué, Botsuana, Namíbia e Suazilândia geraram colectivamente um lucro operacional de 145 milhões de dólares, comparativamente ao primeiro semestre de 2019, em que foram de 58,5 milhões.
As ‘amargas’ dificuldades financeiras da Tongaat Hulett nos últimos anos parecem assim estar afastadas, numa trajectória de recuperação evidente, a julgar pelos resultados financeiros provisórios recentemente divulgados para o primeiro semestre terminado a 30 de Setembro de 2020.
Para o período em análise, a continuação das operações registou um aumento de 37% nas receitas para 8,2 mil milhões comparativamente ao primeiro semestre 2019 que contou com 411 milhões de dólares receitas, um aumento de 95% foi registado nos lucros operacionais para 130 milhões de dólares, em comparação ao primeiro semestre 2019 que contou com 66,7 milhões de dólares.
Numa declaração conjunta, o presidente de Tongaat Hulett, Louis von Zeuner, e o PCA, Gavin Hudson, disseram que foi “uma sorte que a maioria dos negócios da empresa tenham sido classificados como serviços essenciais durante o período de confinamento devido à covid-19 nos países em que opera, Moçambique incluído.
A Tongaat Hulett, accionista maioritário da açucareira de Mafambisse, uma das mais antigas fábricas do ramo, em Moçambique, localizada na província central de Sofala, tem investido largos milhões de dólares na reactivação da produção não só em Mafambisse mas também em Xinavane.
“Crucialmente, a reestruturação e revigoração do nosso grupo nos últimos dois anos permitiu-nos prosperar neste ambiente desafiador, apoiado por uma plataforma mais enxuta e adequada para resistir à tempestade. Até à data, o enfoque na melhoria da nossa geração de caixa e na redução da dívida resultou numa redução considerável dos níveis de endividamento. Várias vendas de activos-chave foram concluídas com sucesso durante o período”, afirmaram.
Von Zeuner e Hudson acrescentaram ainda que a melhoria em todo o negócio do açúcar da empresa era atribuível a uma forte reviravolta nas operações na África do Sul, um bom desempenho operacional em Moçambique, operações estáveis e ajustamentos para hiperinflação no Zimbabué, bem como o lucro na eliminação da operação de embalagem na Namíbia.
As melhorias de eficiência e a poupança de custos, juntamente com certos custos únicos necessários para implementar a estratégia de recuperação, contribuíram para o “desempenho global sólido” das diferentes operações de açúcar.

























































