O país quer usar a seu favor o facto de parecer ter ficado na cauda da propagação da pandemia de covid-19 para aprender com as lições dos países mais desenvolvidos, assumiu hoje a Directora Nacional da Saúde Pública de Moçambique.
“Temos de reconhecer que o facto de termos ficado na cauda em relação à evolução da epidemia nos deu tempo para aprendermos, como país subdesenvolvido”, acerca de “tecnologias e protocolos terapêuticos que países mais desenvolvidos usaram”, referiu Rosa Marlene, em conferência de imprensa, em Maputo.
Moçambique tem dez casos oficialmente registados de infeção, todos com sintomas ligeiros e sem mortes, tendo realizado 317 testes desde o início da pandemia, em 11 de março.
O objectivo é aprender com as lições e informação já disponível, adaptá-la e usá-la no país, esclareceu, ao ser questionada sobre o estado de preparação face a um aumento de portadores do novo coronavírus.
Moçambique tem dez casos oficialmente registados de infeção, todos com sintomas ligeiros e sem mortes, tendo realizado 317 testes desde o início da pandemia, em 11 de março.
Têm sido conduzidos para despistagem os casos de que haja conhecimento e que estejam enquadrados pelos critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), tais como, pessoas oriundas de países afectados ou que tenham estado em contacto com alguém infectado, entre outros.
“As evidências mostram que a utilização da cloroquina até agora tem resultados muito bons. Também vamos usar nalguns casos”
Questionada sobre se o uso da cloroquina faz parte das lições apreendidas por Moçambique, Rosa Marlene não descarta o uso do medicamento. “As evidências mostram que a utilização da cloroquina até agora tem resultados muito bons. Também vamos usar nalguns casos”, tal como “tudo aquilo que demonstrou ser eficaz para uma recuperação rápida e redução da mortalidade”, sublinhou.
A Directora Nacional da Saúde Pública acrescentou que, tendo em conta as possibilidades, o objectivo final é “administrar tratamento a quem necessitar”, sendo que dos casos oficialmente detectados, até hoje nenhum precisou de tratamento.
O objectivo, referiu, é conseguir “retardar o pico de epidemia” para “conseguir responder” às eventuais necessidades de tratamento.
Rosa Marlene reconhece ainda que o sistema de saúde de Moçambique terá “desafios” a enfrentar, tendo já solicitado o apoio de doadores. O objectivo, referiu, é conseguir “retardar o pico de epidemia” para “conseguir responder” às eventuais necessidades de tratamento. “O sucesso está em cumprir com as medidas de prevenção”, frisou.
Eduardo Samo Gudo, director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, disse no início da semana que “ganhar tempo” é a prioridade na luta contra a covid-19. “Atrasando o pico para Janeiro ou Fevereiro, o Serviço Nacional de Saúde ganha tempo para mobilização de recursos, para fortalecimento do sistema, para entender melhor a epidemia e para que apareça um medicamento” ou “uma vacina”, detalhou.