O Presidente do Conselho de Administração dos Correios de Moçambique, Valdemar Jessen, anunciou que a empresa acumulou, este ano, 349 mil dólares de prejuízo como resultado da eclosão do coronavírus (Covid-19).
“Fazendo uma comparação em relação ao período homólogo do ano passado, teríamos já recebido cerca de 100 toneladas entre Janeiro e Março, mas neste momento estamos com cerca de 20 toneladas, o que é sintomático para a situação da empresa”, disse Jessen.
As encomendas são a principal fonte de rendimento dos Correios de Moçambique, e a China, onde o Covid-19 eclodiu, é o principal fornecedor de produtos que são transportados pela empresa para vários pontos do país.
“A empresa está a ficar bastante afectada”, frisou o PCA, acrescentando que a companhia já activou um plano de contingência, que, no entanto, só poderá assegurar as actividades por, pelo menos, três meses.
Os Correios de Moçambique atravessavam antes mesmo da eclosão da Covid-19 um período mau, com a diminuição de clientes devido ao surgimento de novas empresas do ramo.
Em Abril do ano passado, o presidente daquela empresa pública anunciou que a companhia devia mais de 50 milhões de meticais a funcionários e a direção ponderava diminuir parte dos trabalhadores, após manifestações de trabalhadores devido a atrasos salariais.
O coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 189 mil pessoas a nível mundial, das quais mais de 7 800 morreram.
Das pessoas infectadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença.
O surto começou na China, em Dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.



































































