Nove projectos lusófonos no valor de 26,7 mil milhões de dólares vão tentar, este ano, concretizar o interesse demonstrado por investidores num fórum do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), segundo uma fonte do banco.
O Fórum de Investimento Africano decorreu em Novembro, em Joanesburgo, na África do Sul, e os detalhes excluídos dos acordos de confidencialidade sobre os projectos lusófonos foram, esta terça-feira, indicados à imprensa.
Das nove iniciativas em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), no valor de 26,7 mil milhões de dólares, três estão sediados em Angola nas áreas da energia, sector industrial e agricultura.
O BAD, Moçambique e Portugal assinaram o primeiro acordo, a 12 de Março, em Maputo, para apoiar projectos de investimento
Outras duas são de Cabo Verde, um fundo e um projecto de energia, e quatro são de Moçambique, nas áreas do gás, indústria, agricultura e transporte.
Desse conjunto de negócio, há seis – nos sectores de energia, indústria e agricultura – num valor global de 702,2 milhões de dólares que são potencialmente elegíveis para o programa Compacto Lusófono.
O Compacto Lusófono é uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projectos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do BAD e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco, e foi assinado em Joanesburgo em Novembro de 2018.
O BAD, Moçambique e Portugal assinaram o primeiro acordo, a 12 de Março, em Maputo, para apoiar projectos de investimento, o primeiro específico de um país, que dá acesso a financiamentos do BAD combinados com garantias de Portugal através da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), sendo que o primeiro projeto que está a ser analisado em Moçambique é uma linha de crédito, gerida pelo banco BIC, no valor de 30 milhões de dólares.
“Todos os projectos apresentados conseguiram assegurar interesse de vários investidores”
Houve ainda outros três jovens empresários de Angola e Cabo Verde com projectos na área de tecnologias de informação que apresentaram aos investidores (entidades de ‘venture capital’ e ‘business angels’, entre outros) os seus projectos numa sessão aberta no mercado.
As manifestações de interesse vão ser agora acompanhadas pelo próprio BAD, em conjunto com organismos de cada país.
Os detalhes sobre investidores e eventuais participações financeiras estão sob acordos de confidencialidade aplicados ao fórum.


























































